sábado, 1 de fevereiro de 2014

Déjà vu

Déjà vu
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Na luz dos teus olhos encontrei a paz
que havia perdido
nos descaminhos da vida.
Meu passado é uma história atribulada.
Viajava, na vida, como passageiro clandestino
sem rumo, solto, sem destino.
Não havia parada certa
sem abrigo,
era incerto o que teria pela frente,
sabia, simplesmente,
que meu termo ainda estava no porvir,
e isto me atemorizava
pois sem rumo,  perdido,
escravo e amargurado,
eu...vagava, vagava...
Foi na dobra de uma esquina,
qualquer, da existência,
realidade que não tinha mais,
algo mudou tão de repente.
Tu surgis-te na minha frente
e teu acalento trouxe a paz
minha jornada tomou outra referência.
Eu senti na luz dos teus olhos a força
do apoio na tua mão estendida
Foi veemente quando me deu a mão.
Levantei com teu amparo
não era da vida mais um cativo.
Mas os mesmos caminhos tortos que ti trouxeram
levaram a tua alma tão pura
para longe, bem distante...
Você foi morar com Deus.
Chorei ter perdido um grande amor,
mas não voltei a ser errante,
pois a tua presença não perco nunca mais.
Teus olhos, tua força, teu amor
estarão sempre comigo,
vá eu aonde for.
E passo por todas as estradas
diferente, não procuro a tua luz,
pois a luz dos teus olhos eu trago comigo.
Procuro, isto sim, encontrar naquela estrada
um momento déjà vu.

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