quarta-feira, 12 de março de 2014

Acróstico: Val

Acróstico:  Val

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves

Verte nas veias o azul, na alma o fino cristal
Aquoso, transparente, nítido e sensível.
Lúcidos são teus belos textos, sem igual.


Serve a uma nata amante da literatura,
Hoje, amanhã e sempre, a posteridade te agradece,
Uma vida dedicada a formação da cultura
Legado este que jamais será esquecido, imortal,
Tácito, minha voz se perde, ela emudece,
Zelo virtuoso por tudo, também bela. Nome? Val

terça-feira, 11 de março de 2014

A volta

A volta
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Tu
tens só
na alma
a grande dor
de um  falso amor
que se foi; ficou só,
coração com mil dores,
pede piedade e reclamas.
Ingrato, não lembras que passou
uma vida desdenhado um amor.
Pagas agora o que deves ao destino.
Não podes pensar que todos te aprovam,
o mundo é feito redondo, fiques tranquilo,
Deus, lá de cima, julga a todos, é justo e viu.
O que fizeste não teve perdão, pois só a dor
que fez um outro sentir sentes agora. É trite
bem sei, o destino é certo, Deus vive e existe.
Aprendas, quem faz o coração de outro sofrer
leva sempre consigo a certeza de um bônus em dor.
                                                 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Nas estradas da vida

Nas estradas da vida
Autores: Maria Célia e Luiz Alberto Quadros Gonsalves
A vida é cheia de altos e baixos.
Um dia estamos felizes,
nos campos como perdizes,
num outro tão tristes
e, lembramos de dores que existem,
lá no fundo da alma que chora
uma saudade que deveria ir embora
mas cruel, no peito, resiste.
Um dia estamos só
com os olhos em novas paixões,
passa o momento
e estamos cercados na multidão,
mil tristezas que só dão dó.
Um dia estamos trabalhando,
pensando no próximo feriado
num outro desempregado
no pátio dos fundos, capinando.
Um dia temos muito dinheiro,
esquecemos dos amigos de fé
no outro dia não temos um centavo sequer
procuramos um irmão, um companheiro
para nos emprestar um tostão.
Um dia estamos com saúde
tomamos cerveja e aguardente,
outro dia ficamos doente
quase dentro de um caixão
então...Deus nos ampare e ajude.
Um dia queremos sair, trabalhar, dançar, curtir, viajar,
mas sem tempo, não dá jeito não,
outro dia queremos estar só,
tão boa que é a solidão,
esquecemos quem não soube amar.
Com este silêncio que nos acompanha
nós, nos transformamos em cada momento
pelas estradas da vida, caminhando,
vivendo e aprendendo.
Somando alegrias e sofrimentos...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Era só uma carona

Era só uma carona
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Foi só uma carona,
não haveria como negar
feriado, praia, sol e mar.
"A vida é tão mona
então, vamos agitar."
A mãe era a defensora
da menina e da maratona,
o pai não se importava,
só mofava na poltrona,
a filha queria viajar.
Era só uma carona.
O menino é de confiança,
"tá certo, já fez atrapalhadas,
mas fazer lambança
se era só uma carona?"
Perguntava a jovem sem parar.
A promessa logo foi dada,
ir e voltar com toda segurança,
afinal era só uma carona.
Destino triste na estrada,
um gole a mais de cerveja,
a mente vira uma zona,
não há quem não veja,
como tudo vai acabar,
era só uma carona,
depois...
tanta gente a chorar.

terça-feira, 4 de março de 2014

A luz que busca novos amores

A luz que busca novos amores
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Seus olhos são promessas de um amor sem fim.
Não há como medir o ontem, o hoje ou  o amanhã
resta ficar aqui, deitado, lendo no divã
sobre donzelas e cavalheiros andantes
poemas inigualáveis de época escritos em folhetins
contando as aventuras de jovens amantes,
histórias que não existem mais.
O agora não é como era antes
meu corpo, esfacelado pelo tempo,
ainda sente as dores de caminhadas
em longas estradas, errante.
Impaciente, eu no interno, teimo
em não chegar ao fim da estrada,
meu coração bate no peito tão forte,
indolente e desafiador,
quer ainda enfrentar novas jornadas,
pobre, membro, logo conhecerá,
quem sabe, a face terrível da morte,
porem ainda, em caso de sorte,
nem assim outro amor abraçará,
pois os meus olhos enxergam lá longe,
bem longe, na vida um outro norte,
não é amor é contentamento e sossego,
desejo d'alma recolhida em si,
mas ainda ainda com vida.
Ainda assim, deprimido em mil dores,
eu tento retornar a estradas passadas
em busca, não de antigos, mas novos amores
pois, enquanto houver fulgor no cérebro,
haverá força no corpo, pulso no coração,
luz, ainda que ténue, nos olhos
e o vigor de um novo empenho, com energia, pra alma
usar em um supremo e último esforço
na busca de uma nova paixão.
Enquanto existir a luz e seu brilho resplendor
haverá sempre tempo para um novo amor.

segunda-feira, 3 de março de 2014

A rosa

A rosa
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Aquela rosa, exalava uma essência tão cheirosa,
e era só uma a rosa naquele jardim,
não existia outras flores,
talvez por falta de cuidado.
Ao mundo, a rosa exalava uma fragrância
aromosa
num ritmo sossegado, suave compasso.
Da janela, eu observa, a doce e serena flor
exemplo de puro amor,
que a todos contemplava.
Subitamente um viajante do mundo
arranca, sem dó, a rosa do seu haste,
leva embora num segundo
aquela flor tão formosa.
Ficou apenas uma planta mutilada,
triste tom cinza, um contraste,
que eu, surpreso, não pude defender.

sábado, 1 de março de 2014

Síndrome do ninho vazio

Síndrome do ninho vazio
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Então você, acomodado no sofá da sala,
sente o vazio de não ter com quem dividir a TV,
a mulher arruma o quarto e capricha,
na cama o lençol espicha,
o guarda roupas bem cuidado
até parece que fala;
"porque as crianças devem crescer?"
O almoço sairá na hora,
ninguém vai reclamar das verduras,
ninguém vai chorar naquela hora,
não tem belisco nas salada
nem dedinhos no bolo de cobertura.
Depois do almoço um sono reparador,
sem preocupações com o horário da escola.
Na rua as crianças jogam bola,
o barulho não deixa você dormir descansado,
a mulher, agora, costura um avental de assador.
Você levanta,
olha o serviço e reclama,
a resposta é um sorriso maroto
um beijo no rosto,
um beijo de quem ama.
A noite, na varanda,
em meio a uma conversa
e brincadeiras amenas
a espera do telefonema.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Três deusas

Três deusas
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Se a formosa Hera,
da Antiga Grécia, deusa do casamento,
era, de fato,
mais bela e carinhosa que Afrodite,
do amor, sensual e beleza
não há na Ilíada,
qualquer julgamento.
Afrodite
era, entre as deusas,
uma da mais belas
e Hera
entre as deusas, era tão bonita,
como comparar?
Assim, como as deusas formosas
que Homero, poeta, não soube precisar,
qual, de fato, era a mais bela;
a carinhosa Afrodite?
Ou a ciumenta Hera?
Iguais são os seus olhos, preciosa;
eu, poeta de escassos talento,
tento
e não consigo expressar.
Teus olhos vertem um brilho licencioso
e trazem uma luz de fogo e paixão,
mas, misteriosos,
penetram lá dentro d'alma com um suave canto
que leva encanto ao coração.
Triste destino de Homero,
hábil poeta, perdido em uma história de duas deusas.
Pobre de mim, poeta sem cromo,
mesmo que seja sincero,
tenho os teus olhos,
mas é só ilusão.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Na Revolução a degola

Na revolução a degola
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
O velho xirú olhava o fogo no chã,
era bueno o estar matutando consigo;
solidão.
Mate amargo,
lembranças do passado.
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De repente o guri se aprochega de mansinho
"-Vô, vem que a boia está no bidê..."
Um olhar de índio macho desfigura o velhinho
"-Cadê o piquete Xerengue?"
"-Vô, não consigo entender..."
 "-Xerengue, bagual e valente,
nem precisa entender,
só degola..."
Foi esta a resposta do velho Coronel Firmino.
----
Logo o velho se transporta
para as banda do Rio Negro,
Não viu, mas lhe contaram,
no chão tanta gente morta
e mais gente no aramado
esperando ser degolado.
----
Triste cena de revolução
gente bagual atada com açoiteira
desfiadas em tiras,
são presas
a espera do adaga no pescoço.
"- Degola homem, degola Adão."
----
São dois mestres na degola,
dos Pica Pau o milico xerengue
das Maragato o preto Adão.
---
A degola é arte triste
Mas entenda-se, o gaúcho
homem acostuma do a não ter luxo
tinha pela faca uma admiração.
No chinaredo disputava os favores da china
nas parelha do trunco ou cancha reta enfrentava o ladrão
era assim chamado que tenta lograr
o bagual que não aceitava não.
---
Botas manchadas de sangue até a canela,
o carrasco que a todos observava,
O sangue manchava a camisa de manga arregaçada.
Soldados com olhares arregalados,
(dor que desespera)
"há de forte soldado"
pensava consigo o clarim
que deu o toque que pôs um fim
a resistência dos contedores.
Agora, a espera,
triste espera das dores.
---
O jovem ao ser degolado
foi jogado no rio jogado.
Até tem quem ouça um lamento
de clarim
tocado em forma de gemido,
desapontamento
por ter a ordem obedecido.
---
O último era o bravo Pedroso
Coronel valente e valoroso.
Mas todo o homem cuera
sendo valente e destemido
tem sempre um inimigo.
---
Este não tinha um só
tinha muitos, e ali tinha o Adão
pronto pra, sem dó,
lhe passar o facão.
---
Quando estiveres no perigo
fite nos olhos, de frente
e enfrente
o inimigo.
---
"Quanto vale a vida de um homem valente e de bem?"
Dizem, perguntou Pedroso
mas, afirmar, como, se não existiam mais os seus homens?
"Valente poder ser. De bem, não sei não. A tua não vale nada, pois está no fio da minha faca."
Agora, no fim derradeiro, que homem mostra sua valentia
virou o pescoço á serventia...
"Degola, negro filha da puta."
Se verdade ou não,
só quem viu pode afirmar,
---
E o velho Firmino, porque sofria
agora, no fim da vida?
Sofria, pois se Maragatos mataram em Rio Negro
em Boi Preto
ele, algoz fez também a mesma covardia.
---
Foram quase trezentos degolados
pobres soldados.
---
Um homem para entrar na história
deve ter algum valor.
Vingança é, também, escória,
feita de sangue e dor.

Obs: Baseado em fatos supostamente reais, acontecidos na Revolução Federalista ou Revolução da Degola. Rio Negro e Boi Preto foram marcados pela covardia da degola de prisioneiros indefesos.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Decisão

Decisão
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Fechou a porta da casa
como quem fecha a porta do mundo
machucou sonhos, perdeu asas
atrapalhou-se na vida
de tão longas que são as estradas.
Num segundo
compadeceu-se da própria dor,
não era a mesma pessoa,
ressentida,
não tinha mais aquela busca segura,
faltava até o ardor que dá o alento
a quem procura
uma amor feito em ternura.
O desespero correu nos seus olhos
é tão frio a lagrima rolando no rosto,
vira queimadura  que arde n'alma,
e corre em forma de desgosto.
Pensou na vida com pânico
que assusta de súbito e traz temor.
Não tinha mais nenhuma ilusão.
Estava tudo perdido.
A sogra incomodava gritando na varanda,
não tinha homem, nem tinha marido...
aquilo que tinha não era nada não...
os filhos, criados, já estavam no mundo...
Sorriu no próprio desalento
de um recomeço tão amargo.
Não há quem não tenha sentimento.
O homem furungava no pátio dos fundos
tentava da vida se esconder,
a sogra, ligou bem alto a TV
procurando a todos endoidecer.
Não era crível tanta loucura,
irracional aquela disputa.
No quarto uma alma a estremecer.
Ninguém percebeu quando o portão do mundo se abriu;
" Com licença, eu vou a luta,
mereço mudar o meu viver!"
Fechou o portão...e saiu...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Amor de Deus

O Amor de Deus
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Quando Deus criou o universo e, depois, o interior de todos os seres  viventes
transformou o amor como o mais elevado e sublime dos sentimentos.
Pilar fundamental na construção do infinito e do eterno, diretriz do Mestre
e exemplo do Seu Poder descomunal; o amor foi um gerador de energia,
a energia que deu o poder para toda a criação.
O Criador, Pai da humanidade, foi primeiro a apreender a amar,
e com amor fez a sua obra, produto fecundo da sua ação.
Depois, os seres viventes, impregnados deste sentimento sublime,
apreenderam a viver e a amar aqueles que lhes eram comuns,
dentro de si e nas suas espécies, eles amaram e amam com fraternidade,
um tipo amor que ultrapassa o apego mais comum e se transforma num todo.
E, o homem, criado a imagem do seu criador, chegou a maioridade
sabendo que o maior de todos os sentimento é o amor que vive,
e vive em forma de afeição, carinho, estima e amizade
pois, por força da criação, foi o amor primeiro gesto de afinidade,
presente do criador.
O amor não leva em conta o ciume, desapego, ódio e traição,
vive, o amor, da verdade
Então; acima de tudo...o amor.
O primeiro sentimento na criação.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Um baú que esconde os segredos da vida

Um baú que esconde os segredos da vida
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Guardo minha alma poeta em um baú que esconde segredos de toda uma vida,
não destilo traumas, falo do cotidiano aberto com suas nuanças e belezas,
ou conto um conto a toa, sem nexo, vago, pobre e sem clareza.
Sigo assim a minha jornada, juntando em blocos as letras escolhidas,
talvez de um livro perdido, no ego, que teima em querer se mostrar.
As figuras´perdidas num passado remoto são águas corridas na correnteza
que o tempo tenta reter na memória, mas não servem para abalar,
servem só para mostrar o que vale ou não vale, a alegria ou a tristeza.
Não posso me ater ao destino de poetas perdidos,
que vivem num mundo ás escuras, sem luzes, apalpando paredes;
sou, grosso, bem sei, mas não me apego ás esperanças sofridas.
A vida é o que é, então para que tentar mudar?
O destino dos homens e dos seres são jogados a sorte
de um vento tão forte que vai e vem do Sul ao Norte
e, fulminante, arrasta a vida de todos; pra lá e pra cá...
Não há quem consiga escapar.
E eu, poeta, que procuro na vida não ser errante,
onde entro nesta realidade da natureza?
Eu procuro escapar com firmeza,
levo comigo os meus versos, sem sutilezas,
sou grosso, bem sei, mas a grossura é o passaporte
de minha alma poeta que tem sentimentos escondidos
em um baú que guarda os segredos da vida.


 

domingo, 16 de fevereiro de 2014

O lar e a família

O lar e a família
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
O lar é o refugio de todos, proteção,
é lá que o ser encontra mimos, carinhos,
ensinamento, exemplos e proteção.
No lar ninguém está sozinho,
existe sempre o amparo, a mão amiga,
na tristeza ou na alegria.
O lar é feito de união, paz e amor
embora, as vezes, alguém baixe o barraco,
confusão,
mas como estão todos no mesmo barco,
fica logo tudo em paz na família.
A família é prole, laços de um mesmo sangue,
ou, talvez, só seres que se entendem,
de um mesmo grupo ou gangue.
Sagrado é a volta ao lar, o abraço da família,
ao fim do dia,
pode ser numa mansão ou num quartinho.
Até os pássaros voam tão alto e tão longe
mas acabam voltando a seu ninho.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Felicidade

A Felicidade
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
A felicidade plena é quimera,
espera em devaneio,
de um coração que sonha com a Utopia.´
Toda alma tem seus dissabores
lá fundo nas entranhas,
em dores estranhas, gritos ou agonias.
A felicidade é estado d'ama;
um momento, de gozo, alegrias,
satisfação ou de poesia,
mas ao mundo verdeiro não acalma.
Felicidade não existe num todo,
existe, como ilha solitária,
rodeada de mágoas,
dura só um segundo,
depois volta ao normal;
as dores, os amores, as chegadas e as partidas
são momentos distintos em todas ás vidas.
É tão difícil compreender que felicidade não existe
pois a alma resiste
e procura, de modo permanente, sem findar.
Momentos felizes são uma constante,
mas não persistem,
a tendencia é logo terminar.
Como a noite, na vida de dois amantes,
é recheada de bons momentos
e de dúvidas incessantes,
assim a procura da felicidade chega a ser irritante,
o homem não nasceu pra ser infeliz,
mesmo que felicidade plena não exista,
exite aquele momento feliz.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Minha vida é um livro aberto

Minha vida é um livro aberto
Autores: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Minha vida é um livro aberto:
simples, claro, conciso, sucinto e preciso.
Não ando em rua deserta,
com Deus ninguém anda incerto,
na dor, quando alheia, estou perto
com uma palavra de afeto,
um gesto de simpatia e um sorriso.
Não receio, nem temo o perigo
mesmos em dias de tantas desgraças,
sou atento ao que precisam os conhecidos,
solidário e parceiro de todos os amigos.
Aqui e em qualquer lugar da praça
serei o mesmo, não importa a quem,
muitas vezes, na tentativa de fazer o bem,
eu até arrisco, bem sei, o que é perigo,
mas viver a vida é um gesto de entrega,
ser companheiro e integro é obrigação,
dever de todos e para todos,
dever lá de dentro, do coração.
Apreendi que Deus aos seus não nega
sua benevolência e gratidão.
Se queres uma pessoa certa na hora incerta,
Conte sempre comigo,
se a causa for justa, é certo,
estarei com certeza contigo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Harmonia, elegante e graciosa

Harmonia, elegante e graciosa
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Para o manobrista do estacionamento
não era outro, se não aquele o momento
tão esperado na sua longa jornada.
Graciosa,
ela chega com seu carrão,
mas não tem banca não,
distribui sorrisos de ternura.
Generosa,
tem a todos no coração.
Elegante,
com seu olhar altaneiro
não esnoba, nem fere o vivente,
é só brilho de instante
somado a virtude de ser tão gente.
Doce, amiga, querida, diamante.
Harmonia ´
é o quadro que na visão do manobrista,
digna de um grande pintor
que, por ventura, desfrute aquela vista.
A moça tão linda,
Ativa, diligente e vencedora,
por todos muito querida
se dirigindo ao trabalho;
desafiadora.

Roda, roda cutia

Roda, roda cutia
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
-"Cadê o Jorginho?"
Da janela gritava a Dona Maria
-"Lá em baixo, foi no campinho."
Gritava faceira a Maninha,
que logo na roda entraria.
-"Roda Cutia
de noite e de dia
o galo cantava
la na casa de Joaninha"
Brincam crianças, sem dilemas,
na escola, a professora deu um tema
que será feito á noitinha.
Perto dali tinha um mato,
não distante,mas misterioso
fruto de insonias nas noites escuras,
e de mil aventuras.
De bodógue na mão
o guri era meticuloso
na caçada de um passarinho.
(hoje não é assim não,
há de respeitar os animais)
Mas tudo era tão ingenuo
inocência tão banal
que o errado não existia
nem existia o mal.
Hoje tudo é visto com malicia.
A Dona Maria não existe mais
seus filhos, formados na vida,
cuidariam dos filhos
que seriam pais
dos filhos que hoje vivem gradeados.
Bons tempos aqueles da Dona Maria
mãe de crianças que brincavam de roda cutia.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Déjà vu

Déjà vu
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Na luz dos teus olhos encontrei a paz
que havia perdido
nos descaminhos da vida.
Meu passado é uma história atribulada.
Viajava, na vida, como passageiro clandestino
sem rumo, solto, sem destino.
Não havia parada certa
sem abrigo,
era incerto o que teria pela frente,
sabia, simplesmente,
que meu termo ainda estava no porvir,
e isto me atemorizava
pois sem rumo,  perdido,
escravo e amargurado,
eu...vagava, vagava...
Foi na dobra de uma esquina,
qualquer, da existência,
realidade que não tinha mais,
algo mudou tão de repente.
Tu surgis-te na minha frente
e teu acalento trouxe a paz
minha jornada tomou outra referência.
Eu senti na luz dos teus olhos a força
do apoio na tua mão estendida
Foi veemente quando me deu a mão.
Levantei com teu amparo
não era da vida mais um cativo.
Mas os mesmos caminhos tortos que ti trouxeram
levaram a tua alma tão pura
para longe, bem distante...
Você foi morar com Deus.
Chorei ter perdido um grande amor,
mas não voltei a ser errante,
pois a tua presença não perco nunca mais.
Teus olhos, tua força, teu amor
estarão sempre comigo,
vá eu aonde for.
E passo por todas as estradas
diferente, não procuro a tua luz,
pois a luz dos teus olhos eu trago comigo.
Procuro, isto sim, encontrar naquela estrada
um momento déjà vu.

A dona de casa hoje em dia

A dona de casa hoje em dia
Autor: Maria Célia e Luiz Alberto Quadros Gonsalves
A dona de casa hoje em dia
agiliza e cuida da família,
observa o horário do marido ao emprego
do filho na escolinha
e nem a caçula lhe dá sossego.
Lava a roupa, limpa a casa, cozinha,
alimenta o mascote
espana os móveis, limpa os vidros,
sua vida não aceita monotonia,
pois corre aqui, corre acolá,
é sempre uma correria.
Além dos seus afazeres no lar
ainda trabalha fora,
de advogada, professora
faxineira,
cozinheira
cobradora.
Até, as vezes, sofre no trabalho, algum assédio,
mas não desanima, tem garra persistência,
não dá margem ao tédio
determinação, luta, é tudo ciência
A dona de casa é suprema Rainha do Lar,
tudo ela sabe administrar
e se reclamar,
as vezes é criticada.
Ouve tudo calada,
pois sabe o seu valor.
A dona de casa é mãe, esposa, amiga
e não tem preguiça de nada,
pois sabe que sua jornada não é fácil...
Mas Deus, nosso pai criador,
dá força e coragem neste dia esplendor
pois, sem a dona de casa,
o lar não tem paz e amor.



quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O ônibus não aparecia

O ônibus não aparecia...
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Adine estava triste,
na parada aguardava o coletivo que não vinha...
Ela não queria faltar naquele dia.
Na clínica de massoterapia
ela enfrentaria desafios;
seriam idosos, hipotensos,
diabéticos, gestantes, obesos...
precisar da massagem aliviadora.
Mas o ônibus não aparecia.
Adine entregava o seu dia a Deus
na certa ele guardava sua família.
Seu emprego, honesto, supria sua vida.
E, ali, ficava Adine,
na parada aguardando um ônibus
que ao emprego a levaria.
Seu dever era feito com amor,
suas mãos, alivio de dores.
E, ela na parada aguardando, aguardando...
e, o ônibus não aparecia...
Porque greve naquele dia?

A injustiça

A injustiça
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
A injustiça é faca profunda
ou tunda de relho trançado,
machuca na carne e chega até a alma.
Dói...
mas a dor levanta o grito que atiça
um sentimento que clama
a busca de novos valores no mundo.
A cobiça é a mãe da injustiça,
o pai é a parcialidade
paridos pela tirania
juntos detonam um mundo
num só segundo.
Nos lábios de quem reclama
e busca novos valores
a certeza que a opressão não é perene.
Não existe jugo perpétuo,
o mundo não é só dores,
um dia falarei de flores

Poemas soltos

Poemas soltos
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Poemas soltos pelo mundo,
alguns perdidos, extraviados
em pedaços de papeis, surrados
e amassados.
Poesias que falam em dores
outros só de amores.
Voarão na eternidade sem fim,
de dor,
na espera, quem sabe, de um leitor.
Lá adiante,
quando eu for alma passada
que da vida foi amante
talvez, alguém diga meu nome, num suspiro,
agradecido, quem sabe, por nada.
Achará interessante
por ser, da vida, também, enamorado.
E eu?
Num paraíso sereno
ou num vazio, que temo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Origens

Origens
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Ficou por demais envaretada,
bela prenda ditosa?
Não acredito que sejas tão mimada
assim com és formosa.
Se fores, primorosa,
vou te falar das minhas origens;
distante, lá no passado, em tempos de
mil oitocentos e noventa e três.
Nos entreveros e brigas
de Maragatos com Chimango
meu povo jamais foi guaipeca
de fugir pro morro a lá cria
enfrentava o perigo que vinha na vez.
Bom Chimango de pilcha bem arrumado
ou Maragato de lenço encarnado,
o gaúcho não se dá ao luxo
de baixar a sua tez,
e mesmo na pior hora
o cuera debocha do perigo
perguntando o preço da vida de um homem honrado.
Pergunta e "guenta" o repuxo,
não mostra medo da degola.
Como todo o bom gaúcho
não aguento a estupidez
de ver triunfar a injustiça.
Não sou herói ou Batman,
sou mais um gaúcho se atiça
diante da dureza do mal.
Tudo bem que não agradeças
a minha humilde presteza,
mas como não és jovem noviça
sabes, com certeza,
e mais que finjas
não te podes enganar
te salvando,
fui um anjo celestial.



O Papa e as pombinhas

O Papa e as pombinhas
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
O amado Papa Francisco 
solta duas pombas pedindo paz,
mundo está em revolta
guerras, desastres e calamidades.
Voa pombinha branca,
alva e pura, 
a todos encanta;
mas eis que de repente
um horrível corvo e uma gaivota
atacam as pombas da paz.
Medo estampados nas crianças,
jovens e velhos,
chora o rapaz.
Não se sabe o destino das pombinhas
mas uma coisa se sabe ao certo
Deus não aceita chacota,
Ele está sempre por perto,
o mal tenta, mas não acerta
vira motivo de anedota;
o mal ameaça a paz,
mas não vencerá jamais

sábado, 25 de janeiro de 2014

Apoio a uma amiga

Apoio a uma amiga
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Amiga...
Não pense  que o mundo é cruel por um desengano,
eu sei o quanto dói uma punhalada nas costas,
sei da ardência da dor, aquela, que estraga planos
mas, amiga, ainda que te doas até as entranhas
deves lembrar que, na vida, não és cigana
de rumo incerto.
Tens tua estrada segura, teus amigos fieis.
E tens também, porque não, dois mil admiradores...
É isto amiga, tua rua  não é deserta,
pois, na vida, cultivas-te só flores.
Erga a cabeça amiga, olhe pra frente,
nada te fará qualquer dano;
és forte e soberana, enfrentas as tuas dores.
Tenhas um coração aberto
e esqueças as dores sofridas,
pois é certo que na vida,
a ti, Deus tem um belo projeto.
(Dedicado a amiga Marlete, nos seus momentos difíceis na vida.
Seja forte amiga, na vida tu és uma guerreira)

Ser Livre


sábado, 25 de janeiro de 2014

SER LIVRE

Autores; Maria Célia Teodoro e Luiz Alberto Quadros Gonsalves



  • No lago os patos e os cisne aproveitam o dia ensolarado; faceiros e despreocupados, são livres... Livres das angustias da vida, de documentos extraviados ou perdidos, assim são felizes, felizes e despreocupados; os patos e os cisnes. O homem sentado num banco a observar os patos e os cisne não se sente tão livre. Não é casado, sem compromissos, vive sozinho, mas sente no peito um melindre nem sabe o porquê. O homem sentado no banco inveja os patos e os cisne; estes sim são livres.... Quisera na vida ser como os patos e os cisnes... livres... quisera eu dar um mergulho no lago da vida, sem medo de me afogar nas minhas próprias lágrimas..... pudera eu fugir da solidão e poder curtir a vida com os amigo(a)s, sem medo do preconceito.... pudera eu ser livre assim como os patos e os cisnes, ser feliz apenas por um momento, sem preocupar-se com tudo que está ao meu redor.... é, só depende de cada um de nós pra ser livre e feliz, assim como os patos e os cisnes...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Poema a uma amiga

Poema a uma amiga
Amigo: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Amigo
a gente sente
quando é diferente;
e sente de verdade
pois a amizade
brota ali dentro da gente
com um espirito de simpatia,
fraternidade
e lealdade.
Melhor ainda;
amigo não mente
nem pensa maldade.
Amigo faz parte da vida,
faz parte da gente
não há quem tente
viver sem uma amizade.
Amigo é carinho tão certo,
é sorriso de verdade,
sem vaidade
é só felicidade.
Com amigo não tem deserto,
tudo é tão perto.
Como é bom tua amizade.
(Dedicado a amiga virtual Judith Cerqueira)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Casualidade

Casualidade
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
É assim, de repente,
que bruscamente,
tudo pode mudar.
Por casualidade o acaso
coloca mais vida  num mundo
ou num segundo
pode até tirar.
Não tentes entender o imprevisto,
que transforma um rei num vagabundo
ou um vagabundo num rei
de um modo não escrito.
Não existe erro nem acerto,
nem longe nem perto,
é tudo um infinito.
É tudo não previsto.


Efêmero

Efêmero
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Sorriste para mim logo na chegada
deslumbrante,
apaixonada,
amiga, mulher e amante.
Minutos se passaram;
"nem conte",
Obedeci,
só eu sei porque.
Diferente da flor que nasce
e logo desaparece
no espaço de um dia,
morre, mas logo renasce
suave como um toque de amor
é este louco ardor que cresce
sem esperança,
sem espaço e com agonia.
Nem sei se o exagero
é por esta noite sem dia
ou pela dor deste ardor.
Dói pecado,
é áspero, mas quero
este momento tão efêmero.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Sentimento do amor total

Sentimento do amor total
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Encontrou um espectro,  farrapo em ruínas, deitado na avenida
afirmou estar ciente da dolorida luta que tinhas pela frente
enalteceu com elogios sinceros qualidades não percebidas
vestiu roupa de guerreira, forte, mas envolveu-se suavemente.

Quando o mundo deu as costa, o teu amor mostrou-se presente
era contigo o dever de levantar  das cinzas aquela alma perdida
se não existisse este sentimento, tudo ficaria sem fundamento,
venceu todas as tuas dores, as amarguras, tristezas e até as dúvidas

Nos pés de Santo Expedito um rio de lagrimas sofridas,
mais do que fé no santo consolador era a força do teu amor,
Tinhas consigo  a firme vontade de terminar com esta dor.

Em cada deslize nas drogas ou bebida choravas a recaída,
mesmo assim não desistia, lutavas incessante, com mais e mais ardor.
Trágico foi quando ti deram a notícia; havia um corpo na avenida.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Separação que marca

Separação que marca
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Quando dei por mim, eu não ti amava mais,
verdade, foi quase sem querer que percebi
que a tua presença em minha vida era passado.
Tu, de ancora e sustento virou objeto obsoleto;
barco levado ao vento, afastado da beira do cais,
partiste e eu, enclausurado na tormenta, não vi.
De fato eu ti amava e tu recusas-te o meu amor,
de brisa o vento virou vendaval,
matas-te o amor que tinha no peito, perdi, fui mal.
Mas ti perdendo ganhei a vida, pude recomeçar.
Não contem os gregos e troianos que é fácil o recomeço,
bem sei, que recomeçar do nada é uma longa jornada.
Pra ti foi fácil mentir, iludir e caluniar,
pra mim, foi terrível ser acusado e caluniado
a dor da vil mentira não tem preço.
Passou o tempo, e a providência mostrou toda a verdade.
A maldade que fizeste o destino cobrou um preço pesado.
Verdade, não fico triste, menos ainda chateado,
passou, página virada de um livro mal escrito.
Hoje bens sabes,  não resta mágoa, só indiferença
e se cruzares na minha estrada passo ao outro lado,
por nada não, só evitar a tua presença.

MÃE

MÃE

Autores; Maria Célia Teodoro e Luiz Alberto Quadros Gonsalves

Palavra pequena, mas repleta de ternura e amor.
Não existe um sentimento mais profundo,
a verdadeira mãe enfrenta o mundo...
Briga com o destino, sofre calada sua dor.
Mãe palavra lembra Nossa Senhora, mãe de Cristo,
o salvador...
Maria foi mãe, foi guerreira, chorou diante da cruz.
Chorou por seu filho Jesus.
A verdadeira mãe acompanha o filho crescer,
perde o sono, entra no quarto sorrateira, ouve um respiro
e sai faceira...
Mãe sem horário pra uma refeição, e ao descansar o filho chama;
Mãeeeeee....
Corre a mãezinha pra  lhe dar sua atenção.
Mulher heroína é a mãe, com seu carinho, amor, e atenção.
Pobre do filho quando é ingrato..
A mãe não é eterna, um dia vira só uma canção.
Mãe é mãe, e será sempre no céu abençoada, e
o filho ingrato na certa vai chorar a perda  da mãe amada..
Então vai ver, foi pior , bem pior que um verme , e um rato...
 Filhinhos amados, respeitem sempre sua mãe adorada..

Percepção de fé

Percepção de fé
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Percebi que a vida que vivia não era mais a minha,
foi aos poucos que fui mudando os meus conceitos
era necessário entender, mas eu não compreendia direito.
Juntei todos os cacos quebrados na alma, um por um,
e não eram poucos, anos e anos de uma vida que tinha
mascarada e perdida em dejetos sem valores,
sentimentos inferiores; preconceito.
Minha consciência ultrajada por pecados infinitos
sofria a decepção dos malevas e arrependidos.
Inconsciente levantei os olhos para o céu, desolado, 
era uma tentativa desesperada de encontrar um remédio ao desespero.
Uma luz se acedeu no mausoléu que era meu espirito perdido.
Foi este momento que Deus que entrou no meu coração.
Entrou e acendeu num restilho de fé a esperança 
perdida em ruelas escuras de fantasmas que vagam ao léu.
Tudo na minha vida era perdido
mas Deus reservou um troféu
pois revi meus conceitos
terminei com meus preconceitos.
Nesta vida só o amor tem o seu sentido.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Cotidiano

Cotidiano
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Penso que existo,
fizeram isto pra mim.
Na real só assisto.
Vida sem vida,
viver assim:
um jogo na TV,
eu parei pra ver.
Mas a que refiro?
A corrupção que assola,
corrompe e esfola
esta gente perdida,
No gramado corre a bola
E eu? Só assisto.
De dor me deprimo,
peno na fila do sus,
na esquina um guri de capuz.
Na fila do banco
a mulher em planto.
Não me redimo,
não posso penar.
Não me conformo,
meu salário uma esmola.
O guri de capuz
afina na corrida,
pega o coletivo,
vai batalhar sua vida.
Mais um trabalhador,
Um guri ativo,
futuro cativo.
Eu vivo de susto,
Isto não é justo.
Entro num bar pra beber
Fico tão triste
não tem jogo na tv.
Penso que existo,
mas eu, só assisto.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Em teus olhos

Em teu olhos
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Nos teus olhos sinto um misto de mistério e realidade,
teus olhos trazem o infinito de sentimentos e emoções.
Olhos que indagam perguntas e trazem respostas,
sem rota de fuga ou espaço a falsidades
assim são teus olhos, sinceros, mas fortes.
É arriscado olhar em teus olhos, mesmo com brevidade,
teus olhos profundos são tão firmes, sem apostas
trazem as verdade do mundo em sonatas de emoções.
Queria dar-te uma flor, amar-te com ternura,
trazer-te pra perto de mim e aconchegar.
Mas como olhar em teus olhos sem uma fiel proposta
e fazer de um momento a eternidade
sem o risco de impregnar a alma de doçura
e perdidamente apaixonar?
Eu, tenho medo do teu olhar...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

No ônibus

No ônibus
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
No ônibus, parecia coisa de cinema.
A moça subiria, cruzaria a roleta e sentaria.
Linda moça, olhos azuis, pele morena.
De cantinho a observar o caminhar sereno
da jovem em direção ao seu acento,
despertava um terno sentimento;
era digna de ser cantada num poema.
Todo o dia repetia,
nem imaginava  o que destino lhe pregaria.
A moça, subiu, tranquila, serena
e de repente mudou o acento
ao seu lado sentou a morena.
"Afinal a oportunidade de terminar o dilema",
pensou e logo levou na conversa a jovem morena.
-"Pronto, dei liga, vou com tudo, sem pena."
Valente o jovem e com malandragem
curtiu a cada momento conversando tal hiena,
pois logo a jovem desceria
e ele, (pensou), só tinha uma passagem.
Partiu a morena, sem pena, terminou a cena
e a novela em outro dia continuaria.

domingo, 12 de janeiro de 2014

O Cachorrinho

O cachorrinho
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
O cão é bem novinho
tem seis meses apenas.
É um cão tão lindinho
mas, não dá sossego
 de tão tranquinas.
O lindo cachorrinho
sai de casa paro o passeio;
Obedecer pra ele é greco,
corre, corre o ladino
de alegre, faceiro e astuto.
O dono puxado, tropego
vai se lamentando;
- "Fica, fica aqui Fininho,"
o nome do cachorrinho.
Nem da bola o batuta,
sem receio puxa da guia,
muda logo a hierarquia
quem manda e o batutinha.


sábado, 11 de janeiro de 2014

Mulher

Mulher
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
A mulher leva o mundo com sutileza,
domina, pois é seu destino estar sempre na dianteira.
Uma mulher encanta com sutileza,
sorri com os lábios, mas é firme no seu olhar.
Orienta, tem o dom da consciência,
aceita se quer, tem as forças que lhe deu a natureza
para ter tudo, sobre o controle.
Domina com esperteza, finge ser dominada,
controla o mundo.
Uma mulher não aceita uma  meia verdade,
se entrega por inteiro,
não há pecado, não há maldade.
A mulher mãe, defende a cria com dureza
e afaga, lambe e acaricia com ternura;
entra no quarto vigilante, na noite escura,
só para ouvir um palpitar, é de natureza.
A mulher amante, agita a alma serena
com um turbilhão de emoções,
tira o ar, esgota e sem pena araza corações.
A mulher madura orienta, acalenta,
transforma a vida inteira, toma conta de tudo
domina o mundo.

Quando um homem ama uma mulher

Quando um homem ama uma mulher

Autor: Luiz Alberto quadros Gonsalves

Quando um homem ama uma mulher
ele esquece completamente da vida,
se deixa envolver: "seja o que Deus quiser..."
esquece o rumo, a rua e a avenida.
O homem, que tem os pés no chão
esquece tudo, vive o seu sentimento.
O homem quando ama uma mulher
não vê obstáculos, enfrenta o mundo,
ganhas forças num só momento.
Agora; "vou sem medo'; (faz o que quer),
não tem tempo de arrependimento
pois quando sente a força da paixão
não aceita ouvir a voz da razão.
Assim é o homem, quando ama uma mulher.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Concepção

Concepção
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Aos doutores em leis e mandamentos eu tenho o seguinte:
Deus fez o homem para viver num paraíso permanente,
porem o erro foi um marco de um novo tempo conseguinte.
Devastado em dor; afastado da luz; na escuridão; dormente
o homem penou em trevas, mas com promessas
de que haveria um dia, uma palavra de luz e de verdade.
Foi Jesus quem chegou como luzeiro de luz e estrada da verdade;
Concebido em graça permanente, trouxe o discernimento.
Depois partiu, foi para a direita do seu Senhor,
haveria de preparar as moradas permanentes
daqueles que acreditaram que o Cristo é salvador.

Se for para falar em amor

Se for para falar em amor
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Se um dia a distancia for  grande, inalcançável,
existirá, alguma maneira de vencer os obstáculos
e ti mandar um correio inviolável,
falando de um amor perdido na estrada,
tropego mas não morto, inviável; apenas abatido.
Na carta a imensa dor de não estar presente,
haverão, certamente, lagrimas de um poeta apaixonada
abatido, sofrido, não, porém, derrotado.
Quando a dor invade o peito de quem fala em amor
alguma coisa está errado, o amor não feito para sofrer.
Ao amor não existe distancia, tempo ou obstáculos,
nada segura corações apaixonados.
O amor fica perdido, abatido, sofrido; nunca derrotado.
Sempre haverá alguma maneira de falar no amor.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Agradecimento

Agradecimento
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Quando amanhece o dia eu só tenho a agradecer.
A Luz Maravilhosa que me acaricia no raiar de cada dia
é dádiva amorosa de um Ser Universal que ama a todos
de maneira igual.
Não sei se verei o dia seguinte amanhecer,
mesmo assim só tenho a agradecer.
Fui pelego numa vida sofrida, porém não esmoreci,
hoje eu só tenho a agradecer.
Sofri muito e sobrevivi
com cada pedra no caminho eu apreendi
que devo agradecer
a cada dia que ver amanhecer.
Quando tentaram me desviar para o mal
eu sabia que forte deveria ser,
para combater o que é imoral.
Fechava os olhos; rezava e confiava
no meu Deus Universal.
Cada verso ou poema que escrevo
é uma forma de agradecer
aquele que faz o meu dia amanhecer.

O Destino

O Destino
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Nossas estradas estão todas marcadas,
um dia num emaranhado, em curvas, desvios ou na reta
chegaremos a um ponto determinado,
inalterável,
o fim de uma longa jornada.
Não existe como explicar o Destino,
não é viável.
Na real nos falta a capacidade de entender
o que é verdade, o que é mito.
Uma Simetria matemática, com pontos indefinidos,
abstrata,
regidos por uma ordem universal
acima do bem,
acima do mal.
O Destino está escrito no livro da nossa vida

domingo, 5 de janeiro de 2014

Um poema

Um poema
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Foi somente um poema,
um poema de amor,
tão simples, sem dilema.
Falava da rosa, uma flor.
Dedicado a Rosa, o seu amor.
Mas era tão simples o poema,
e fez da vida segurança plena.
Sem medo, não haveria dor.
A vida valeria a pena,
E era só um poema de amor.

Djalma e Arnica

Djalma e Arnica
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
A dor de uma traição dói no fundo d'alma,
mas não justifica o sentimento de vingança
pensava Djalma, com um pingo de esperança.
Djalma teve uma vida tranquila com Arnica.
O Romeu e sua Julieta ou Marília de Dirceu?
Eram tantos os exemplos, não queria ser Orfeu,
pois o seu maior sentimento, era ser sempre gente.
Não se diga que Djalma era santo, a ninguém engana,
neste mundo o santo que é santo não é tão santo;
longe, com tantos desenganos, o homem bebeu,
e bebeu mais do que uma, e foi tanto,
que as razões que tinha viraram
motivo de chacotas e justificativas de separação,
embora Djalma, lá no fundo sabia que não era não,
era só mais  uma história de quebra de corações,
seu amor não era seu, seu amor fora roubado.
Ficou só, Djalma sem Arnica, Arnica ficou com Dirceu.
Mas onde entra Dirceu neste entreveiro?
Belo e faceiro, o matreiro ficou com os louros e glórias
de ter dado uma bola nas costa do pobre Djalma.
Ah, a dor não acalma, doía fundo na alma do pobre Djalma
não a dor de uma traição, maior ainda a fragmentação
no coração de Djalma era a dor da separação,
não de Arnica, mulher faceira e ingrata,
mas do filho, saudade dói, mas não mata,
ficou com ele a obrigação de pagar a pensão.
Este é o maior  crime que uma mulher pode fazer,
esconder um filho amado, se o pai erra, mas é honrado,
um erro tremendo, que dói na alma de um ser,
filho é filho e pai que é pai, na certa sente.
Não é um fim de poema normal,
na vida de Dirceu, Arnica, Djalma e o filho
nada mais será igual.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Um objetivo comum

Um objetivo comum
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Eu lhe prometi uma duzias de flores num buquê maravilhoso,
seriam rosas; brancas ou amarelas, e significariam a simplicidade
de te-la entre as amigas, a amizade das mais belas.
No céu as lindas estrelas, com sua luzes a brilhar, iluminariam
com uma mensagem singela e doce de paz, amor e de tranquilidade.
Amiga querida, respeito, carinho e consideração,
é o primeiro passo apenas, uma longa estrada, mas, enfrentar.
Somos dois, unidos com o mesmo objetivo, a busca da mesma luz.
Força, amizade e união; certamente o destino tinha a sua razão
quando uniu dois sonhadores, em busca de um sol a brilhar.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Juízo de valores

Muitas vezes eu vejo as pessoas desacreditarem no seu próximo. Se julgam traídas na confiança, por uma coisa ou outra. Pode ser um motivo leve, médio ou até grave. Eu nunca me ponho como juiz para julgar a alguém. Com a mesma medida que eu julgar, algum dia posso ser julgado. Mesmo com os percalços que eu tive na vida, acreditem, foram muito, mas eu, particularmente, continuo acreditando nas pessoas. Todos nós, sem exceção, sempre temos algo de bom um sentimento, sei lá, qualquer coisa, para dar a alguém. Talvez até não seja a pessoa que mais necessita do que temos a dar; talvez, até, outro precise mais e não receba. Mas assim é o jogo da vida. Um jogo de incertezas. Por isto não faço juízo de valores.

Amizade

Amizade
Autores: Maria Célia e Luiz Alberto Quadros Gonsalves
A amizade surge, sem ninguém  esperar...
 pode ser através de um telefonema,
 de uma mensagem no celular,
 de um sorriso, ou de um olhar...
Como entender que na amizade não há espaços pra dilemas?
Você pode nem conhecer a pessoa  do outro lado da linha
do outro lado da tela ou  em outro canto do mundo
e mesmo sem conhecer, já são grandes amigos.
A amizade é pura como a flor,
é pura como um amor,
Na amizade não existe o desconforto da partida,
amigos nunca dizem adeus,
dizem: até logo, e se vão, sabendo que vão retornar.
E, se não retornarem,
(ceifados pelas tragédias da vida)
também não existiu o adeus
embora fique na partida, a dor de uma saudade em quem ficou.
A amizade não tem explicação
é consequência de um bem querer
sem ao menos saber  o porque.
Bons amigos vivem unidos, num grande amor,
como num sonho, se completam.
E tudo tão puro, puro como uma flor.
É verdade o ditado;
"Amigo é amigo; isto é verdade
só um grande amigo
sabe o real valor da amizade."

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Companheiro ausente

Companheiro ausente
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Eu sinto ainda a tua frequência dentro de mim;
é difícil lidar com a tua ausência
depois que a tua presença incorporou na minha alma
como a obra incorpora a imagem a um artista de butiquim.
É só mais uma sonata indefinida que paira no ar,
as vezes é suave, como um córrego de água serena
que de tão pura fixa no espirito e acalma;
outras vezes maremoto de águas turvas, ameaçadoras,
arrasa a terra bendita que deu frutos, flores e palmas.
Tua voz imperturbável, fina, fria e penetrante
até naqueles momentos mais desafiantes,
tudo marcou de fato a minha essência.
Encontrar-te pela manhã num corredor da vida
" - Sentindo, firme, continência"
Nada de fato importava,
era um exemplo a ser seguido.
Parti-te sem dizer adeus, abrandado na tua existência.
É doloroso copiar uma obra inacabada,
fruto de uma guerra sem fim, contra a malícia
de homens que disputam as dores da permanência
na terra varrida, arrasada e ensanguentada.
Foste de herói só mais uma vitima,
meu amigo e companheiro sargento de milícia

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Gui, chegou num raiar de esperanças

Gui, chegou num raiar de esperanças
autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Chegaste na virada de ano, raiar da esperança,
todos ficaram contentes com a tua chegada
recebida com carinho; tão linda, criança.
O vovô faceiro com tua chegada sorria com tudo,
alegre, contente era mais um descendente.
Gui, é um nome tão lindo;
contigo, anjo muito querido,
chegue uma Luz Maravilhosa, iluminando a todos
com tua energia tão pura.
Chegaste na virada de ano, raiar da esperança.
(em homenagem a Gui, recém chegada, filha de minha sobrinha e neta do minha irmã Janine e meu cunhado Jorge, em 01/01/2014.Foto: crédito Jorge Melgarecho)