quarta-feira, 12 de março de 2014

Acróstico: Val

Acróstico:  Val

Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves

Verte nas veias o azul, na alma o fino cristal
Aquoso, transparente, nítido e sensível.
Lúcidos são teus belos textos, sem igual.


Serve a uma nata amante da literatura,
Hoje, amanhã e sempre, a posteridade te agradece,
Uma vida dedicada a formação da cultura
Legado este que jamais será esquecido, imortal,
Tácito, minha voz se perde, ela emudece,
Zelo virtuoso por tudo, também bela. Nome? Val

terça-feira, 11 de março de 2014

A volta

A volta
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Tu
tens só
na alma
a grande dor
de um  falso amor
que se foi; ficou só,
coração com mil dores,
pede piedade e reclamas.
Ingrato, não lembras que passou
uma vida desdenhado um amor.
Pagas agora o que deves ao destino.
Não podes pensar que todos te aprovam,
o mundo é feito redondo, fiques tranquilo,
Deus, lá de cima, julga a todos, é justo e viu.
O que fizeste não teve perdão, pois só a dor
que fez um outro sentir sentes agora. É trite
bem sei, o destino é certo, Deus vive e existe.
Aprendas, quem faz o coração de outro sofrer
leva sempre consigo a certeza de um bônus em dor.
                                                 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Nas estradas da vida

Nas estradas da vida
Autores: Maria Célia e Luiz Alberto Quadros Gonsalves
A vida é cheia de altos e baixos.
Um dia estamos felizes,
nos campos como perdizes,
num outro tão tristes
e, lembramos de dores que existem,
lá no fundo da alma que chora
uma saudade que deveria ir embora
mas cruel, no peito, resiste.
Um dia estamos só
com os olhos em novas paixões,
passa o momento
e estamos cercados na multidão,
mil tristezas que só dão dó.
Um dia estamos trabalhando,
pensando no próximo feriado
num outro desempregado
no pátio dos fundos, capinando.
Um dia temos muito dinheiro,
esquecemos dos amigos de fé
no outro dia não temos um centavo sequer
procuramos um irmão, um companheiro
para nos emprestar um tostão.
Um dia estamos com saúde
tomamos cerveja e aguardente,
outro dia ficamos doente
quase dentro de um caixão
então...Deus nos ampare e ajude.
Um dia queremos sair, trabalhar, dançar, curtir, viajar,
mas sem tempo, não dá jeito não,
outro dia queremos estar só,
tão boa que é a solidão,
esquecemos quem não soube amar.
Com este silêncio que nos acompanha
nós, nos transformamos em cada momento
pelas estradas da vida, caminhando,
vivendo e aprendendo.
Somando alegrias e sofrimentos...

quarta-feira, 5 de março de 2014

Era só uma carona

Era só uma carona
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Foi só uma carona,
não haveria como negar
feriado, praia, sol e mar.
"A vida é tão mona
então, vamos agitar."
A mãe era a defensora
da menina e da maratona,
o pai não se importava,
só mofava na poltrona,
a filha queria viajar.
Era só uma carona.
O menino é de confiança,
"tá certo, já fez atrapalhadas,
mas fazer lambança
se era só uma carona?"
Perguntava a jovem sem parar.
A promessa logo foi dada,
ir e voltar com toda segurança,
afinal era só uma carona.
Destino triste na estrada,
um gole a mais de cerveja,
a mente vira uma zona,
não há quem não veja,
como tudo vai acabar,
era só uma carona,
depois...
tanta gente a chorar.

terça-feira, 4 de março de 2014

A luz que busca novos amores

A luz que busca novos amores
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Seus olhos são promessas de um amor sem fim.
Não há como medir o ontem, o hoje ou  o amanhã
resta ficar aqui, deitado, lendo no divã
sobre donzelas e cavalheiros andantes
poemas inigualáveis de época escritos em folhetins
contando as aventuras de jovens amantes,
histórias que não existem mais.
O agora não é como era antes
meu corpo, esfacelado pelo tempo,
ainda sente as dores de caminhadas
em longas estradas, errante.
Impaciente, eu no interno, teimo
em não chegar ao fim da estrada,
meu coração bate no peito tão forte,
indolente e desafiador,
quer ainda enfrentar novas jornadas,
pobre, membro, logo conhecerá,
quem sabe, a face terrível da morte,
porem ainda, em caso de sorte,
nem assim outro amor abraçará,
pois os meus olhos enxergam lá longe,
bem longe, na vida um outro norte,
não é amor é contentamento e sossego,
desejo d'alma recolhida em si,
mas ainda ainda com vida.
Ainda assim, deprimido em mil dores,
eu tento retornar a estradas passadas
em busca, não de antigos, mas novos amores
pois, enquanto houver fulgor no cérebro,
haverá força no corpo, pulso no coração,
luz, ainda que ténue, nos olhos
e o vigor de um novo empenho, com energia, pra alma
usar em um supremo e último esforço
na busca de uma nova paixão.
Enquanto existir a luz e seu brilho resplendor
haverá sempre tempo para um novo amor.

segunda-feira, 3 de março de 2014

A rosa

A rosa
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Aquela rosa, exalava uma essência tão cheirosa,
e era só uma a rosa naquele jardim,
não existia outras flores,
talvez por falta de cuidado.
Ao mundo, a rosa exalava uma fragrância
aromosa
num ritmo sossegado, suave compasso.
Da janela, eu observa, a doce e serena flor
exemplo de puro amor,
que a todos contemplava.
Subitamente um viajante do mundo
arranca, sem dó, a rosa do seu haste,
leva embora num segundo
aquela flor tão formosa.
Ficou apenas uma planta mutilada,
triste tom cinza, um contraste,
que eu, surpreso, não pude defender.

sábado, 1 de março de 2014

Síndrome do ninho vazio

Síndrome do ninho vazio
Autor: Luiz Alberto Quadros Gonsalves
Então você, acomodado no sofá da sala,
sente o vazio de não ter com quem dividir a TV,
a mulher arruma o quarto e capricha,
na cama o lençol espicha,
o guarda roupas bem cuidado
até parece que fala;
"porque as crianças devem crescer?"
O almoço sairá na hora,
ninguém vai reclamar das verduras,
ninguém vai chorar naquela hora,
não tem belisco nas salada
nem dedinhos no bolo de cobertura.
Depois do almoço um sono reparador,
sem preocupações com o horário da escola.
Na rua as crianças jogam bola,
o barulho não deixa você dormir descansado,
a mulher, agora, costura um avental de assador.
Você levanta,
olha o serviço e reclama,
a resposta é um sorriso maroto
um beijo no rosto,
um beijo de quem ama.
A noite, na varanda,
em meio a uma conversa
e brincadeiras amenas
a espera do telefonema.